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12.9.09

cenas ocultas

vento forte, noite
escuro vinho, marrom, azulado,
poucas luzes e sons,
cenas ocultas acontecem dia-a-dia
palavras, montagens, colagens
nadas, e por aí vai..
 .
não se sabe o que se faz da vida
vamos nos consumindo todos dias
alguns ganham, outros perdem
a rotina assim, tão assim
não assim

30.6.08

democracia...


o que difere os seres humanos dos animais.. o telencéfalo altamente desenvolvido e o polegar opositor. o que difere seres humanos de outros seres humanos.. o dinheiro, quealém do acúmulo de alguns e miséria de outros - proporcionou a liberdade para consumir e ser consumido. deus está morto, isto não é uma ficção, é essa a real que o mercado se esforça pra esconder dos seres humanos, porém caminha do nosso lado..

10.7.07

7.4.07

fazendo política

enquanto bebem e dançam,
enquanto assistem ao noticiário,
enquanto vamos às festas, baladas,
enquanto consomem, consomem,

somem consigo mesmos
e fazem tudo continuar como está
e caminhar para qualquer lugar.
você não "deixa a vida te levar"?
então do que reclama?

bebe pra esquecer, esquece de viver,
esquece de ser
você

15.1.07

vidaspoliticos

viver para comprar bugigangas
trabalhar e ter filhos
e ensina-los o mesmo

comprar para gastar dinheiro
encher a casa de enfeites
pra esconder-se do espelho

liquidificador às pressas
batedeiras à prestação
bate a vida sem coração

22.12.06

teatro do cotidiano

fingir: o espetáculo da vida
[o teatro do cotidiano]


a economia da imagem e acção

trocar a dor do trabalho
da poluição e do estresse
pelos prazeres
dos produtos da cidade grande

tendas de pessoas amontoadas
procurando emprego
mixando culturas

filhos do medo da repressão
adestrados ao consumo
em favor de outros e outros
pouco a seu favor

entra ano, sai ano
o todynho continua com o mesmo sabor
e a estação ana rosa
                continua no mesmo lugar

22.6.06

somos consumidos

somos consumidos por mecanismos midiaticos de peso e de propagaçao em massa, com o intuito de nos criar desejos sobre produtos que nao precisamos, ter prazer em coisas totalmente futeis e desprezíveis que nos causam dependencia, engolir as merdas e as maluquices que a publicidade nos empurra; e o que é pior, a sermos esses cidadaos pacatos e submissos que encontramos ao sairmos nas ruas ou que nos deparamos ao olhar-mos no espelho.

14.5.06

a censura está no ar


o homem constrói o que lhe destrói
e o sexo esta entre nós

respire a vida poluida
deixe de môlho sua existencia
         e venha trabalhar conosco
         o mercado e a cidade lhe chamam

empresas querem servos
que se encontram no happy-hour
e dizem -' 'oi galera!' '
consomem e sao consumidos

nao somente a doença, a velhice e a morte
mas tambem a tv, os automoveis, a cidade grande
        e a economia capitalista padecem o homem

os ricos dependem dos trabalhadores
para construírem suas riquezas

a liberdade, o prazer, a paz, sao proibidas