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12.9.09

cenas ocultas

vento forte, noite
escuro vinho, marrom, azulado,
poucas luzes e sons,
cenas ocultas acontecem dia-a-dia
palavras, montagens, colagens
nadas, e por aí vai..
 .
não se sabe o que se faz da vida
vamos nos consumindo todos dias
alguns ganham, outros perdem
a rotina assim, tão assim
não assim

6.8.09

h-umanos

de dia são marcas

pela noite, papéis

e o vírus está no ar..

18.7.09

chave para a porta interior

musica gravada por olhos raio-x (roney lacerda e bruno carrasco), em 11/06/2007, video feito por bruno, 2009. www.galhos.net

29.6.09

as tempestades e as maçãs



olho para a noite
e ela suaviza meu ar

sinto o cinza, o calho, magenta
sou o ar e o som



paro e penso
não há que pensar

13.3.09

coisas e seres


uma coisa é o que sou
outra é o que os outros entendem de mim

se eu ser eu mesmo
e mostrar ser outro,
serei outro para os outros
mesmo sendo eu mesmo

to cansado dessa estética
mas por vezes ainda faço

algumas coisas acontecem
de uma hora pra outra
outras à noite
outras ontem

2.9.08

escrita viva

o que escrevo é a vida
e não o contrário

tem muitos escritores
que estão para a morte
para a morte deles
e de seus leitores

um tempo atrás vi minha vida
a vida morta que tinha
que por vezes ainda me deparo
essa vida morta que se repete
que um dia parece o outro
não se sabe mais se é segunda ou quarta
se é dia ou noite
mas vai..

e pra onde? até quando?


a gente fica por aí pirando
e falando mal de quem anda com pasta
pra ir pro trabalho

de repente é a gente que ta indo
com pasta ou sem,
pra quele caminho

o corpo,
por vezes
é fragil


-pela vida e pela morte

15.5.07

a noite

local onde se escondem
as criaturas solitárias
que preferem não ser vistas na claridade:
morcegos, corujas, prostitutas, drogados,
seres anti-sociais

que durante o dia são homens-sérios,
empresários, lojistas, advogados,
falsos hipócritas...
sumam da noite seus malditos
da noite suave que se perde,
a noite dos hiperbóreos

todos os seres sórdidos
sonhados e temidos,
andando na calada
distantes dos que odeiam e dos que são odiados,
caminham como felinos

me lembro daqueles colegas de escola
os bagunçeiros, os tímidos
odiados e queridos: diferentes,
particulares, sinceros, autênticos

dores na coluna,frio..
a noite gostosa, espaço diferente
o cheiro do esgoto se esconde na poluição do dia
o calor do esgoto
tornam-se evidentes sem o trânsito,
a noite de trabalhadores noturnos
- momento solitário -
onde o som de meus passos me acompanham

enquanto isso
alguns tomam a noite como casa,
quarto, sala, cozinha, banheiro..
e querem sua privacidade
ao menos - neste momento - respeitada

luzes ligadas,
as normas da cidade não param,
habitam no homem a noite toda
para que este deixe distanciado
o seu escuro, sincero e autêntico
eu:
de lado, calado e adormecido.

28.6.06

meus momentos comigo mesmo

minha solidao boa
meu momento de silencio
meus riscos meus
minhas experiencias internas
muinhas dores minhas
minha timidez
meus vicios
minha masturbaçao
meu atraso
minha distraçao
meu prazer
meus fluxos de escorrimento de sangue, ideias e pulsoes
minha noite em minha companhia
meu desprezo por voce

5.4.04

catupear

quem uteia
cantovais

quirupe caleira
de um órgão jamais

quem galupe
galopeia

na noite eterna
dos cais