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16.1.12

livreto - novelho


uma reunião de trechos novos e velhos,
emaranhados e revisitados entre os nós da vida..

"tudo o que é visível
há de se expandir
para além de si

até penetrar
no invisível"

publicação independente
pouso alegre, mg, 2011

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11.7.09

não faço poesias

escrevo minha vida
meus ares
minha sede
e minha des-razão

solto trechos em momentos
que não são parte
nem todo
só momentos..

sou este que não se define
e o que você vê
é o que sou
é o que não sou

25.6.09

setas no ar

..belas neblinas
onde se enrolam e se desenrolam
sentem e experimentam fluidos

vidas, lugares,
momentos..

que a brisa soe leve
em seus galhos
com ares de camomila

belas palavras
não compõem caminhos,
muitas vezes
o que mais vale
é o silencio

5.3.09

meios inteiros tantos


sou meio marrom
      meio verde escuro
      meio azul desbotado
      meio força viva
      meio cansaço sonolento
      meio tudo
      meio nada

tantos meios que compõem
tantos inteiros
que somam mais que eu mesmo
parte que sou
trechos

5.12.08

tre-chos

não são poemas
mas fragmentos de paisagens
embriões de rizomas
dum prelúdio para o porvir
ao encontro do autêntico tom
compondo um outro novo


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2.9.08

aulas e prática

os professores tentam ensinar
geralmente o que eles não fazem
ou o que não sabem fazer
só sabem falar..

eles não tem tempo pra fazer o que falam
pois trabalham dando aulas
e falando do que e como deve ser
sem mesmo ter experiência do que é

os trechos vão indo
caminhando com a vida
agora não terminou
nunca está pronto
(sempre em processo)

20.2.08

14.1.08

trechos triais

a hora grita nos meus ouvidos
e passa um pouco
já foi - já era - zé fini

o entorno - é um cara gordo
dante - deve ser gigante, ou parecido com um elefante
paulo maluf - é um filho da puta

a polícia é uma piada
o estado uma arrecadação
e a vitrine quer nos atrair

interprete-os como quiser
isso é problema seu
não meu

mas
que fique claro
que não sou só o que escrevo

9.1.08

trecho do corte

eu crio
tu vêes
ele passa
nós andamos

eu confundo
tu afunda
ele mergulha
nós nadamos

eu te corto
tu me cortas
ele se corta
nós quebramos

eu me colo
tu te driblas
eles se encontram
nós observamos

eu me ligo
tu te esqueces
ele pula
nos diferimos

5.12.07

trechos existenciais

as palavras hão de sair do papel e voar...
minha vida é minha culpa
minha poesia é anti-poética
quer derreter a noção de comum
na real nem faço poesia porque isso é um saco
minha arte rima com sujeira e ar de diferente


(livreto para download em .pdf)

10.7.07

trechos

trechos



a mente é programada
a vida afetada
o sentimento silenciado
o existir limitado

herdamos doenças psíquicas e fatalidades
de nossos pais, avós
sociedade, cultura
escola, vizinhos
amigos, primos ...
herdamos tampões nos olhos
e nebulosas na mente

aquelas frases prontas
aqueles olhares
aqueles risos
aquelas maneiras de agir em cada momento
aquelas prontas, que não me pertencem
que me tomam conta em certas situações
das quais desgosto

ser ou não ser não é a questão
há muito mais o que viver do que comprar
fácil é gostar de quem gosta do que gosta
de quem acredita no que acredita
quero ver cagar no mato
cair de cara
sacar o jogo
vencer o risco..

pense o que quiser
concorde, discorde
cuspa, chute
publique com teu nome
com nome falso, sem nome

convido-te a quebrar as idéias
de direitos autorais
e todas essas tralhas
que regram a escrita
a arte e a vida

5.6.07

não sou você

gosto de trechos incompletos
que se fodam os completos
alguém aí está completo?
a falta de sentido traz a possibilidade
de criar outros e novos sentidos
enquanto você deixa sua vida de lado
ela te deixa de lado também

(livreto para download em .pdf)

23.11.06

textos curtos

textos curtos

outros parâmetros
diferentes visões


descaptações rotineiras
possibilidade de corte
de re-olhar

com poucos sons

não está nas palavras
animais não falam
(não precisam)