5.9.09

des-escrita

poluição, vícios, falsos, vampiros, atalhos, folgados
seres que não enxergam nada além de seus corpos
fogo, ar, olhares, forças, orelha, potência, fala
já percebe-se de longe indivíduos dissimulados

cada um quer que acredite em suas verdades..
enquanto tantos estão nem aí pra nada, calados consentem
..as coisas só fazem sentido se estiver vivendo
ninguém tem o direito de julgar ou falar em nome de outro

10 comentários:

Darlan Silva disse...

As pessoas precisam pensar mais no que dizem. Partilhamos do mesmo pensamento (acho), e de um parecido post (risos). Muito bem feito o seu blog, vejo profissionalismo aqui, parabens!

Jacque disse...

As pessoas não carregam no peito nosso coração, muito menos sustenta a nossa alma. Por quê então nos julgam tanto? Ninguém está livre do julgo, ninguém.

Eu gosto deste teu canto.

Parabéns, Bruno.

Beijo

Laís disse...

Vampiros....

Gosto muito do que vc escreve, vejo sinceridade!

abração Bruno!

Márcio B. S. disse...

Quando era adolescente ficava imaginando q eu não era desse planeta, me achava muito diferente de todo mundo, achava q tinha nescido aqui por engano. Agora percebo q não é bem assim, o mundo é q, talvez, nos force a ser desse jeito... Com seus venenos acaba matando partes de nós msms e nos transformando nesses vampiros

Márcio B. S. disse...

Abençoado seja quem, nesse mundo adoecido, preserva as sementes do romantismo.

bruno nobru disse...

Darlan, valeu pelos comentarios.. por vezes me canso quando penso no que as pessoas deveriam fazer ou como ser.. acabo caindo na idéia de que não há que pensar no que os outros tenham de fazer ou como ser.. melhor eu mesmo fazer ou ser, como eu queira.. que cada um vai por seu caminho em seu tempo onde e como quiser.. sem necessidade de outros que digam o que fazer.. vivemos tão cheios de "guias" de "como fazer isso" ou "como fazer aquilo".. o melhor talvez seja cada um fazer de sua forma, e depois ver se foi bom ou não, julgando por si..

bruno nobru disse...

Jacque, concordo pacas com o que comentou! o julgamento me parece uma intromissão, tenho percebido que a maneira como lidar com ele faz grande diferença.. separar uma coisa da outra (o que eu sou do que o que os outros querem que eu seja), ou, não abraçar o que não se quer para si..
tão intromissivo pode ser um julgamento tal como sua resposta pode ser indiferente ou até desprezível.. isso não parece tornar uma coisa "pior" que a anterior..

bruno nobru disse...

Márcio, tal como a descrição de Bronislaw Malinowski de cultura "a cultura modifica profundamente as disposições inatas do homem e, atingido assim, ela proporciona, não somente benefícios, mas também impõe obrigações, exigindo a entrega de uma grande quantidade de liberdades pessoais ao bem estar comum. o indivíduo tem que se submeter à ordem e à lei; tem que aprender e a seguir a tradição; tem que torcer sua língua e ajustar sua laringe de sons e de adaptar seu sistema nervoso a uma variedade de hábitos. sua capacidade de acumular experiências, antecipando o futuro, abre novos horizontes e cria lacunas, as quais são preenchidas por sistemas de conhecimento de arte e de crenças religiosas e mágicas", parece que somos resultados de mutações e mixagens e dificilmente encontramos partículas nossas inatingidas pelas ações do meio social (ou, meios sociais)..
mas, e ainda assim, também me sinto um tanto E.T...rs..

B. disse...

Bruno, eu adoro seus textos, vc possui muita sensibilidade na escrita... e só p completar o que vc disse:

ninguém é perfeito, por isso nenhum ser tem direito de julgar o outro... devemos melhorar e nos preocupar com nossas vidas e n com a dos outros..

ótimo post ;*

atualizei meu blog, quando der dá uma passadinha lá :)

bruno nobru disse...

B., legal